TOYOTA RETOMA A PRODUÇÃO DE SUA PLANTA NA VENEZUELA
Desde o início deste ano, a planta da Toyota em Cumaná, na Venezuela, estava paralisada, com sua produção suspensa. Mas esta semana a Toyota reiniciou suas atividades produtivas.
Na semana passada começou a montagem de veículos em Cumaná e na ocasião do reinício formal das atividades, Steve St. Angelo, CEO da Toyota para América Latina, garantiu que a empresa, que já está há quase 60 anos no país, conta com o apoio de sua matriz para prosseguir com seus planos de produção, que contemplam também a reconquista de alguns mercados regionais como destino de suas exportações.
Enquanto as atividades estiveram suspensas, a Toyota continuou proporcionando formação e treinamento aos 1.200 trabalhadores da planta. Nessa nova etapa, a Toyota Venezuela fixou como meta de produção, números bem conservadores, de cerca de 150 unidades mensais daqui até o final do ano.
Esse novo programa de atividades contempla a montagem local de três modelos: Hilux, Fortuner e Corolla. Para isso, a Toyota conta com a ajuda da rede de concessionários oficiais, que financiam a operação aportando o dinheiro para conseguir importar as peças necessárias para montar as unidades de forma local. A Toyota utiliza uma boa quantidade de peças que são produzidas na Venezuela, mas muitas outras são importadas, algo muito difícil devido às restrições do governo e a impossibilidade de acessar moedas estrangeiras.
E como não podem gerar a totalidade das divisas necessárias, deverão recorrer à exportação de peças, que têm como destino a Argentina. No entanto, a solução definitiva chegará quando puderem iniciar a exportação de veículos, que inicialmente terão como destino alguns mercados da América Latina, como Bolívia, Colômbia, Cuba e Equador.
Esperam exportar as primeiras unidades para a Colômbia no último trimestre do ano, visando realizar os primeiros testes de rodagem em estrada, para iniciar a exportação em seu volume total no início de 2017.