VOLVO NÃO INVESTIRÁ NA CÉLULA DE COMBUSTÍVEL DE HIDROGÊNIO
A Volvo vem trabalhando há algum tempo em uma família completa de veículos elétricos. O fabricante sueco apostou forte na mobilidade sustentável e prova disso é que o primeiro modelo dessa série de lançamentos que estão preparados chegará em 2019. Um carro 100% elétrico com uma bateria de até 100 kWh, cuja autonomia superará os 480 quilômetros. Será montado sobre a plataforma MEP, uma arquitetura modular que a Volvo utilizará em seus veículos de mecânica eletrificada.
Nos últimos tempos temos visto como os principais fabricantes vêm se posicionando em relação à mudança que chega ao setor automobilístico. A grande maioria deles está apostando nos veículos elétricos puros ou nos híbridos plug-in como principal alternativa ecológica e eficiente aos motores de combustão tradicionais. No entanto, há quem prefira repartir os ovos em diferentes cestas, sendo aí onde entra em jogo a tecnologia da célula de combustível de hidrogênio.
Um claro exemplo é o caso da KIA, que confirmou recentemente que lançará um novo carro propulsionado por hidrogênio em 2021 (veja aqui). Por outro lado, a Hyundai também declarou no recente Salão de Genebra 2017 sua aposta pelo hidrogênio com um protótipo denominado FE Fuel Cell Concept. Além disso, existe a colaboração entre a General Motors e a Honda, assim como os avanços conseguidos pela Toyota com seu bem sucedido Mirai.
Portanto, são muitas as empresas, que apesar de terem em sua linha veículos elétricos e híbridos, também estão apostando na célula de combustível de hidrogênio. Mas apesar de tudo isso, a Volvo descarta apostar no hidrogênio e concentrará seus esforços nos híbridos plug-in e elétricos puros. Hakan Samuelsson, CEO da Volvo Cars, foi quem ratificou essa posição da empresa.
Por outro lado, em relação à posição de Samuelsson e da Volvo a respeito dos veículos que necessitam hidrogênio para funcionar, o sueco dá uma ênfase especial no fato de que a infraestrutura é quase inexistente na grande maioria dos países. Algo que não acontece com os pontos de recarga para híbridos plug-in e elétricos puros, já que muitas regiões europeias, asiáticas e americanas, já estão cobertas por uma extensa rede de pontos de recarga rápida.