A Ginetta é um fabricante britânico de automóveis esportivos e de corrida, conhecido por sua tradição em produzir veículos leves, ágeis e voltados para o desempenho. Fundada em 1958 pelos irmãos Bob, Ivor, Douglas e Trevers Walklett em Woodbridge, Suffolk, Inglaterra, a empresa nasceu da paixão dos fundadores pelo automobilismo, com o objetivo de criar carros acessíveis e competitivos para entusiastas.
Origens e Primeiros Anos
A história da Ginetta começou com a produção de carros esportivos simples e econômicos. O primeiro modelo, conhecido posteriormente como Ginetta G1, foi construído em 1957 com base em um Wolseley Hornet Six dos anos 1930, mas não entrou em produção em massa. O primeiro carro produzido em série foi o Ginetta G2, lançado em 1958, um modelo com chassi tubular e componentes mecânicos da Ford, que atraiu entusiastas por sua simplicidade e desempenho. Cerca de 100 unidades foram fabricadas. Em 1959, a Ginetta apresentou o G3, com carroceria de fibra de vidro, seguido pelo icônico Ginetta G4 em 1960, que se tornou o modelo mais famoso da marca. O G4, equipado com motores Ford de 4 cilindros, combinava leveza, design aerodinâmico e competitividade, sendo um sucesso tanto nas ruas quanto nas pistas, com mais de 500 unidades produzidas até 1969.
Nos primeiros anos, a Ginetta também ofereceu o kit Fairlite, uma carroceria de fibra de vidro vendida por 49 libras esterlinas para chassis Ford 8 ou 10, reforçando seu foco em acessibilidade. A empresa destacou-se por produzir carros que competiam com marcas como Lotus, Marcos e TVR, mas a preços mais acessíveis, muitas vezes vendidos como kits para benefícios fiscais no Reino Unido.
Expansão e Sucesso nas Pistas
Durante as décadas de 1960 e 1970, a Ginetta diversificou sua linha com modelos como o G10, G11, G12 e G15. O G12, lançado em 1967, foi o primeiro carro britânico de motor central a ser produzido, destacando-se como um ‘matador de gigantes’ em competições. A empresa também desenvolveu monopostos para a Fórmula Ford, como os G17 e G18, mas projetos ambiciosos de Fórmula 1, como o G19 e G20, nunca se concretizaram.
A Ginetta consolidou sua reputação no automobilismo, com seus carros competindo em eventos de prestígio, como as 24 Horas de Le Mans, e em categorias de base e resistência. A leveza e a confiabilidade de seus veículos os tornaram populares entre pilotos amadores e equipes de corrida.
Mudanças de Propriedade e Reestruturações
Na década de 1980, a Ginetta passou por uma reorganização e mudou sua produção para Scunthorpe, focando novamente em kits como o G27 (uma atualização do G4) e modelos como o G26 ao G31, que utilizavam motores Ford de 4 e 6 cilindros. Em 1989, os irmãos Walklett venderam a empresa para um grupo de investidores liderado por Martin Phaff, que produziu os modelos G20 e G33. Após dificuldades financeiras, a Ginetta foi adquirida em 2005 pela LNT Automotive, liderada pelo piloto e empresário Lawrence Tomlinson. Em 2007, a empresa mudou-se para uma nova fábrica em Leeds, com o objetivo de aumentar a produção para 200-300 carros por ano.
Sob a gestão de Tomlinson, a Ginetta modernizou suas operações e expandiu sua presença no automobilismo. Em 2010, adquiriu a fabricante Farbio, renomeando seu modelo como Ginetta F400. Em 2011, lançou o G55, voltado para a classe GT3, e o G60, um esportivo de motor central com motor V6 de 3.7 litros da Ford, derivado do F400. Em 2017, a Ginetta adquiriu o circuito de testes Blyton Park, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento de carros de rua e de corrida.
Era Moderna e o Supercarro Akula
Em 2019, a Ginetta apresentou o supercarro Akula no Salão de Genebra, equipado com um motor V8 de 6.0 litros da Chevrolet, produzindo 599 cv. O Akula, cujo nome significa ‘tubarão’ em russo, marcou a ambição da Ginetta de competir no segmento de supercarros de alto desempenho. A empresa também continuou envolvida no automobilismo, com destaque para o Ginetta Junior Championship, a Ginetta Cup e protótipos como o G60-LT-P1, que competiu na categoria LMP1 do Campeonato Mundial de Resistência a partir de 2018.
Legado e Atualidade
Atualmente, a Ginetta opera em Garforth, Leeds, mantendo sua essência de produzir carros esportivos exclusivos e de alta performance. A marca é reconhecida por sua abordagem inovadora, combinando engenharia britânica com um forte foco em competições. Apesar de mudanças de propriedade e desafios financeiros, a Ginetta permanece uma referência no automobilismo de nicho, com uma base fiel de entusiastas e pilotos.
A conexão com a atriz italiana Gina Lollobrigida, sugerida por algumas fontes, não é clara e parece mais uma curiosidade do que um fato concreto. A Ginetta continua a ser uma marca que celebra a paixão pelo automobilismo, mantendo viva a visão dos irmãos Walklett de criar carros emocionantes e acessíveis.